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Santa Catarina: Mandarim com “grande procura” por parte dos estudantes já no ano de estreia

O concelho de Santa Catarina, um dos escolhidos pelo Ministério da Educação para a implementação do Mandarim como língua estrangeira opcional neste ano letivo, está a registar “grande procura” por parte dos alunos.

A informação foi avançada ontem pelo delegado da Educação, Pedro Monteiro, indicando que na Escola Secundária Armando Napoleão Fernandes, todos os 200 alunos optaram por esta língua, sendo que no Liceu Amílcar Cabral também já registaram 200 alunos inscritos até o momento.

O delegado do Ministério da Educação fez saber que para o ensino desta língua vão contar com dois professores chineses, que vão trabalhar com turmas de 25 alunos a seis tempos semanal.

Avançou ainda que toda a logística já esta montada para receber os docentes, explicando que a vinda dos mesmos está enquadrada numa parceria entre o Ministério da Educação e o Instituto Confúcio de Cabo Verde.

No quadro desta parceria o Ministério da Educação disponibiliza espaço para estadia dos professores e vão chegar ainda no decurso desta semana ao concelho, para o início do ano letivo previsto para o dia 18.

No que concerne ao material didático necessário, Paulo Monteiro disse que é da responsabilidade do Instituto Confúcio.

Além do concelho de Santa Catarina, interior da ilha de Santiago, Praia e São Vicente vão receber também esta experiência piloto do ensino do Mandarim como língua estrangeira opcional, pelo facto de os mesmos terem o maior número de matrículas, conforme explicou a ministra da Educação, Maritza Rosabal na altura da assinatura do protocolo de cooperação nesse sentido, com o Instituto Confúcio da Universidade de Cabo Verde.

De acordo com o Ministério da Educação, a implementação do Mandarim, que no primeiro momento estará em experiência piloto nesses três concelhos (Santa Catarina, Praia e São Vicente), será posteriormente alargada a nível nacional.

A introdução do Mandarim no Ensino Secundário no país, de 9º a 12º, no dizer da ministra da Educação vai “encurtar” o tempo de permanência dos estudantes cabo-verdianos na China, ou seja, com isso não vão fazer um ano de língua para darem início à formação, além de poderem beneficiar também de “melhores resultados”.

SAPO c/Inforpress

13.09.2017